Escritos Esparsos

28 de maio de 2012

A hora do cansaço

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 23:19

*O texto é um tanto antigo, foi escrito em junho de 2011, se não me engano. Mas como publiquei um trechinho no face e o povo pareceu gostar, publico ele todo aqui.

A hora do cansaço

As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.

Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.

Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.

Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

Carlos Drummond de Andrade

Drummond não é para qualquer um… Drummond não nos alimenta com ilusões; ele nos deixa com esse gosto acre na boca.

Muitas vezes urdimos caminhos que nos engedram, sem que percebamos. Sem nos darmos conta, vamos abrindo as trilhas onde nos perderemos. Algumas vezes, pressentimos, sentimos um cheiro, ouvimos um som, o coração para por um milésimo de segundo, e é um aviso para pisarmos devagar. Mas o desconhecido atrai, o perigo embriaga, e, enquanto a razão fica para trás resfoguelando, o coração segue, desgovernado, por caminhos tortuosos.

O que são palavras bonitas, promessas de amor permanente, planos para o futuro, além de tentativas vãs de manter o sonho, a esperança?

Não, nem sempre eu sou tão cético, tão seco. Fecho o livro do gauche e observo as pessoas no café da livraria: casais, idosos, adolescentes, algumas pessoas lendo enquanto esperam alguém, e eu. Têm sido assim meus últimos fins de noite e finais de semana. Aqui eu me cerco de livros e de barulhos, zum zum zuns de conversas, cadeiras arrastadas, xícaras chocando-se aos pires, o mp3 no ouvido; sons que me trazem silêncio. É nesse silêncio zuadento que mergulho e leio e penso nela e sinto solidão e dor e uma miríade de sentimentos que sufoco embaixo da face serena e do sorriso simpático e das palavras cordiais para as vendedoras que já se acostumaram à minha presença.

Por detrás do que se vê, meus olhos estão mergulhados em lágrimas que não podem transbordar. As impedem o trabalho, a companhia, o sol. Mas cada pensamento nela é uma gota de saudade que escorre e percorre, imperceptivelmente, minha face e a face do dia. Passo a passo eu sigo meu caminho sem ela, pior, sem a esperança de sua presença. São passos vazios, são pés que deslizam no gelo seco da rotina imersa na saudade.

Li em algum lugar que o que a memória ama fica eterno. Serão eternas a dor e a tristeza que a lembrança do meu amor por ela trazem ao meu peito, aos meus olhos, mas nunca aos meus lábios? Não, sei que não serão. Se não são eternos o amor, o desejo, a vontade de estar junto, a felicidade; não podem ser eternas a dor e a tristeza. São eternas hoje, como aqueles foram eternos ontem.

Anoitece, e é incrível como a noite amplia os sentimentos. E se é para ser dramático, farei como Bandeira e procurarei curtir sem queixa o mal que me crucia.

Steller de Paula

O amor e o amar

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 0:34

Recentemente passei pelas minhas turmas falando sobre Romantismo, escola literária. Claro que o tema rendeu boas discussões, sobre relacionamentos e amor. Lá pelas tantas, antes de falar sobre o romance A Moreninha, perguntei quem acreditava que o amor, se é amor, não acaba, é pra sempre. Surpreendeu-me o número de braços levantados, mais do que eu imaginava!

Tempo houve em que eu também pensava assim. Hoje não. Hoje entendo Vinícius e sei que amor acaba, mas nossa capacidade de amar continua.

É perigoso acreditar que amor não acaba. Quem acha que o amor resiste a tudo, coloca o amor em perigo, expõe-no a situações perigosas, conflitos desnecessários. Não, o amor não resiste a tudo. Quem acredita que o amor verdadeiro é eterno, tende a rebaixar sentimentos, contaminar a lembrança de momentos felizes vividos ao lado de alguém com mágoas e decepções.

O amor precisa de paz, tranquilidade, confiança para poder se nutrir. E amar não é fácil. O amor é exigente; exige sacrifício, doação, atenção, companheirismo, paciência. Exige entrega.

Sei que amei minhas duas ex-namoradas. Por motivos bem diferentes meu relacionamento com elas terminou e, por um tempo, o amor que nutria por elas ficou ali, como uma neblina, me envolvendo e embaçando minha visão. Hoje, amo a lembrança do amor que passou. O amor deixa tatuagem em nossa alma. A dor passa, mas o desenho fica.

Quando meu primeiro namoro terminou, sofri barbaridade, pois pensava que nunca mais ia viver algo intenso e significativo como o que chegava ao fim. Mas aprendi a lidar com a dor, aprendi a suportar a ausência, esqueci-me de sentir falta e, quando menos esperava, estava apaixonado novamente e o amor voltou a deixar esse mundo mais alegre e instigante.

Ao término do segundo namoro, já sabia que alegria é questão de paciência, é saber deixar o tempo passar. E a certeza de que amaria novamente me fez menos triste, embora não menos saudoso, que ter saudade é uma forma de valorizar o que foi vivido.

Tê-las amado, ter vivido o que vivi com elas, me fez uma pessoa melhor. Mas o amor acabou, ficou guardado na memória, está refletido no meu jeito de ser.

Um amor termina para que outro possa surgir, até que algum se torne o último.

Entre o segundo amor e o atual foram quatro anos, bem vividos, porque também se vive sem amor. Mas será que se vive sem a vontade de amar novamente, sem a expectativa de ver, novamente, o amor surgir em nós?

Afinal, como diria Drummond:

“Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.”

 

14 de fevereiro de 2012

O Acordar sem Ti

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 1:11

Hoje acordei e, mais que nos outros dias, te quis deitada ao meu lado, a cabeça no meu ombro, os cabelos espalhados pelo meu peito, como um manto a me proteger do frio da manhã que nasce e da solidão que fatalmente chegará.

Hoje acordei e não te tinha, mas o frio e a solidão da manhã sem ti logo evaporaram ante a lembrança de que mais tarde nos veríamos; e foi como se os raios de sol que entravam pela minha janela já te trouxessem um pouco para perto de mim: a certeza de seu abraço futuro era já um calor, uma quentura, um querer bem.

Então dei-me conta de que logo tu estarás de partida e eu me verei privado de tua beleza e de teus encantos, de tudo o que aprendi a amar nessas nossas idas e vindas, repletas de contentamentos e saudades. O frio voltou e para combatê-lo precisei enrolar-me em lembranças tuas, lembranças nossas, lembranças dos primeiros encontros, da surpresa de me sentir tão bem na tua companhia, de me flagrar cada vez mais absorto em teus olhos, envolvido nos teus cheiros, o cheiro do teu cabelo, o cheiro escondido no teu pescoço, o cheiro do teu sorriso.

Sorri lembrando de como nossos primeiros beijos eram para mim uma confusão de sentidos. E eu queria te beijar sorver teu gosto me perder nos teus cabelos contemplar o castanho dos teus olhos sentir o cheiro da tua respiração, tudo ao mesmo tempo, tudo naquele momento efêmero e eterno de um beijo, enquanto o mundo torna-se apenas o contato do meu corpo com o teu.

Gosto tanto do cheiro da tua respiração, meu amor, do mistério que ele encerra, de interromper o beijo e ficar ali, aspirando o ar que, ofegante, tu expiras.

Logo levarás teus cheiros para longe de mim e eu os buscarei na brisa marinha que vem de outros continentes, no pólen que as borboletas recolhem das flores e espalham no ar, buscarei os teus cheiros no meu cheiro, na minha pele, no meu sono.

Ontem eu fui dormir te querendo aqui comigo. Uma noite de sono não mudou isso. E, mesmo sem ti, tua presença é tão constante que eu sinto que os meses que irás passar longe do meu abraço não mudarão isso. O amor e a saudade não se medem em km.

Steller de Paula

10 de fevereiro de 2012

O amor se nutre de pequenos gestos

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 4:38

Eu aprendi cedo que devemos prestar atenção ao que as pessoas fazem, não ao que elas dizem. Muitas palavras ditas e dadas a mim como favos de mel tinham o gosto amargo da promessa não cumprida.

Então, nada mais justo que eu tenha aprendido a demonstrar meu carinho, meu afeto, meu amor através de gestos, mais do que com palavras, embora saiba que mulher adora e precisa ouvir que é amada.

Meus relacionamentos me ensinaram o poder dos pequenos gestos, de um cartão inesperado, de uma única rosa num dia qualquer, de abrir a porta do carro, de mandar uma mensagem carinhosa no meio do dia, do trabalho, da aula. Num relacionamento, o pequeno gesto de atenção, de carinho, é o orvalho banhando a pétala antes do primeiro raio de sol, é a brisa acarinhando a folha, é a estrela fazendo companhia à lua minguante. É leve, é sutil, mas fala mais que um punhado de palavras.

Talvez, ter aprendido isso, tenha me feito gostar de manifestações de carinho, públicas e particulares, meio que pequenas provas de que as palavras são verdadeiras, têm peso.

Gosto de abraços e beijos em qualquer circunstância: no restaurante, na fila pro cinema, depois de atravessar a rua. Não suporto quem em público tem vergonha de manifestar carinho, só beija tocando superficialmente os lábios, que sussurra o “eu te amo” como se fosse um segredo,  como se mostrar que gosta fosse ofensa.

E não é pelo fato de ser homem que não gosto de ganhar um presente, de saber que alguém viu algo, lembrou de mim e comprou. Não é por que faça questão de pagar a conta sempre e adore mimar com presentes que não vá ficar feliz com um cartão, um chocolate, uma visita surpresa, um programa planejado e executado não por mim, mas por ela.

Gostar de se sentir amado não é uma questão de gênero, nem de carência. Namorar não é só beijar, abraçar e dizer que ama. Requer atenção, cuidado, zelo, sacrifícios. Pra quem ama não basta ouvir que é amado. O amor tem que ser sentido na pele, no arrepio dos pelos da nuca, no compasso do coração admirado e surpreendido, no suor e na saliva. Grandes provas de amor não são constantemente oportunas; pequenos gestos de amor são essenciais.  “Eu te amo” é bom, mas não é suficiente.

Steller de Paula

1 de janeiro de 2012

Os números de 2011

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 2:19

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 6.500 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 5 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

28 de dezembro de 2011

Conversa Antiga

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 4:50

*Trecho de uma conversa de outra vida que encontrei salva no computador. Algumas coisas, felizmente, permanecem as mesmas. Outras, felizmente, não!

steller diz:

eu tenho dificuldade em achar alguém que preencha os critérios que elenco

Fulana@hotmail.com diz:

e quais são eles?

steller diz:

bonita

tem que ser bonita

mas só beleza não basta

tem que ser uma pessoa divertida

steller diz:

com quem eu goste muito de estar, fazendo qualquer coisa ou fazendo nada

tem que ser uma pessoa que goste de arte em geral, música, cinema, teatro, pintura…

inteligente, pois

steller diz:

que seja antenada, que saiba conversar

conversar besteira, conversar coisas intelectualmente estimulantes

tem que saber rir de si mesma

steller diz:

tem que ser sexy e boa de cama

steller diz:

uma pessoa que quando não esteja próxima, deixe a impressão em mim de que as coisas não se realizaram por completo, se eu não dividir com ela

mas, por outro lado, que mesmo ausente deixe uma forte presença em mim

que faz com que a ausência seja suportável

steller diz:

como vês, não é fácil

Fulana@hotmail.com diz:

é.

esse cargo aí, é difícil, viu.

steller diz:

é, sim

Fulana@hotmail.com diz:

é, Teté ( já tenho intimidade de chamá-lo assim)

eu acho que não me enquadro nesse padrão.

Fulana@hotmail.com diz:

Sou bonita, mas nem tanto

Sou inteligente, mas não a melhor.

Sou comunicativa, mas às vezes falo muita merda, inclusive, dou mancadas com meus comentários ( rsrss)

Sou sexy, mas não sei se sou boa de cama

As vezes, converso mais coisas sérias do que besteiras

steller diz:

Fulana, pessoas perfeitas, esses estereótipos que construímos, só existem como utopia nossa. O amor é retardado, graças a deus, pois torna os defeitos da pessoa amada suportáveis.

Fulana@hotmail.com diz:

hum, falou e disse.

steller diz:

não busco uma pessoa perfeita, alguém que me complete ou que seja meu oposto. Busco alguém que me faça bem, que me faça querer ser melhor. Que me faça rir. Que me faça ter tesão, em todos os sentidos. Tesão por ela, pela vida, pelo convívio, que nem sempre é fácil.

steller diz:

se tiver todas aquelas qualidades, ótimo

Fulana@hotmail.com diz:

é.

Fulana@hotmail.com diz:

também acho.

steller diz:

se tiver algumas, mas (clichê) fizer meu olho brilhar, meu pelo arrepiar e me fizer me sentir meio tolo as vezes

steller diz:

está ótimo tb

Fulana@hotmail.com diz:

qual é o seu pior defeito e sua melhor qualidade?

steller diz:

pior defeito…

steller diz:

pensava que era o orgulho, mas tenho me tornado menos orgulhoso e tenho encontrado pessoas mais orgulhosas do que o que eu pensava que era

Fulana@hotmail.com diz:

kkkkkkkkkkk

steller diz:

acho que, para o convívio, é a capacidade (talvez a necessidade) de me fechar às vezes

steller diz:

acho que um jeito meio turrão

steller diz:

um tanto duro, embora maleável

Fulana@hotmail.com diz:

hum

steller diz:

timidez é um grande defeito meu, tb

Fulana@hotmail.com diz:

hum

steller diz:

mais pra mim, que pros outros

Fulana@hotmail.com diz:

 e a melhor qualidade?

steller diz:

pro convívio, eu luto, eu insisto, eu mudo, eu tento aprender e melhorar

me fecho, mas sou fácil de abrir

steller diz:

pra mim, minha inteligência

hehehehe

Fulana@hotmail.com diz:

rsrrsrs.

steller diz:

ah, algumas pessoas me acham convencido demais e se ofendem com isso

27 de dezembro de 2011

E o que eu quero da vida em 2012?

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 2:23

Mais um ano terminando, e eu chegando perto dos meus 29 vividos (com carinha de 24, segundo a impressão geral – ainda bem!). Há exatos 360 dias eu estava exatamente aqui, neste mesmo quarto, deitado escrevendo o texto de fim de 2010. Mas muita coisa mudou.

“Tudo o que muda a vida, vem quieto no escuro sem preparos de avisar.”, disse Riobaldo no livro Grande Sertão: Veredas. E assim é. Em 2010 foram plantadas as sementes do muito que colhi em 2011. A vida vai se tecendo diante dos nossos olhos, umas coisas segundo planejamos, outras ao acaso, ao sabor da sorte ou falta dela. Mas por mais que tentemos, não podemos controlar o que a vida faz com a gente. Isso assusta, mas instiga. E exige da gente atenção e distração em medidas equilibradas. Atenção para tentar prever os percalços e evitá-los, para conter os estragos do que não puder ser evitado, para manter algum tipo de rédea nas mãos. Distração para que o dia a dia seja leve, seja riso, seja surpreendente, para que a rotina não canse mais que o suportável, para que cada manhã e cada acordar tenham gosto de vida.

26 de novembro (surpresa!), 19 de dezembro (intenção!), 23 de dezembro de 2010 (realização). Datas que fizeram meu 2011 mais leve, mais alegre, mais intenso, mais cheio de vida. Um beijo que era cheiro, era pele, era doce. Um beijo que seria aprendizado, paciência, encontros e desencontros, risos e lágrimas. Um beijo que era futuro e eu não sabia. Um beijo que é presente.

2011 trouxe pessoas que me marcaram, que despertaram em mim uma série de bons sentimentos, desejo, carinho, amizade, afeição. Muitas vezes misturados.

2011 foi um ano cansativo, de muito, muito trabalho, cobrança, pressão. 66 aulas por semana, 80 horas de trabalho semanais, noites, muitas noites mal dormidas, fins de semana trabalhando, alguns atrasos. Mas acho que, no fim, valeu a pena. Foi um trabalho bem feito, com muito a melhorar, ainda e sempre, mas foi um trabalho bem feito. E sei que muitos alunos vão me deixar orgulhosos quando, finalmente, todo o processo do ENEM terminar. Orgulhoso por eles, pelo que eles cresceram, amadureceram e sacrificaram; orgulhoso pelo que vão conquistar.

Em 2011 novas portas se abriram, caminhos foram preparados no escuro e só agora vão se mostrando, novos desafios, novas pessoas, espero que mais aprendizado, mais amigos, mais realização.

E o que eu quero em 2012?

Quero continuar com essa satisfação de acordar diariamente, com essa vontade de amar, de ajudar, de fazer bem as pessoas, de conhecer pessoas, fazer parte da vida delas de forma positiva.

Quero cultivar novos desafios, enfrentá-los com dignidade, vencê-los. Seguir traçando um caminho que, embora eu não saiba onde vai dar, seja um bom caminho, uma travessia gostosa, alegre na maior parte dos dias. A gente não sabe, não tem como saber onde vai chegar, se vai chegar. A gente tenta, planeja, constrói, mas talvez o mais importante seja o “como” a gente chega. Eu espero não errar muito, saber reconhecer meus erros, aprender com eles, corrigi-los. Eu espero me divertir no caminho.

Eu quero que o ano que desponta melhor que este que vai já ficando na lembrança, nas marcas na pele, por melhor que 2011 tenha sido.

Para muita gente, o fim de ano representa uma segunda chance. Para mim, algumas vezes foi. Não dessa vez. 2012 é o momento de continuar. Continuar crescendo, amando, estando presente, continuar acertando mais do que errando. Continuar sendo feliz e fazendo valer a pena.

Quero que 2012 não leve pra longe de mim ninguém que eu amo, que me faz bem. Que seja um ano tão bom para meus familiares e amigos como espero que seja pra mim. Quero todos perto de mim, na distância de um sorriso, de um abraço.

E repetindo o que disse ano passado:

O que eu quero da vida em 2012? Eu quero sorte, eu quero oportunidades.

Mas que ela saiba que, não me dando, eu tenho força e apoio para mudar minha sorte e criar minhas oportunidades.

E a todos que amo, de um jeito ou de outro, eu desejo, tanto quanto desejo para mim, sorrisos e alegria, beleza e poesia, sorte e oportunidades. E desejo força; força para vencer o medo, a dor, a tristeza; força para aproveitar as oportunidades; força para mudar a sorte, se preciso for.

E você? O que espera da vida em 2012?

Steller de Paula

23 de dezembro de 2011

O Amor?

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 2:20

Fotografia de Tim Jarosz

O amor é um professor que ensina com doçura, é um aluno que aprende com entusiasmo.

O amor se esconde na surpresa, no inesperado, mas se mostra, cotidianamente, no que é esperado, no gesto banal.

O amor é carente de ciúmes. Ele precisa se saber querido.

O não ter ciúmes beira a indiferença. A indiferença aniquila o amor.

O amor pergunta, insiste, quer saber quem ligou, por que ligou.

O amor é chato, é mimado, impacienta.

Mas antes o interrogatório do amor ao conformismo da indiferença.

A indiferença confia cegamente. O amor desconfia confiando.

Steller de Paula

25 de outubro de 2011

Como Deve Ser

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 2:18

Meu amor fala contigo sem o auxílio das palavras.

Ele conversa e te louva pelo toque – das mãos, da boca, da língua.

 

Passas por mim e me lanças um olhar safado, cheio de recordações,

O castanho dos teus olhos me levam a paraísos distantes,

O teu cheiro dança em minhas lembranças

E te sigo repleto de amor e desejo, embalado também pela música dos teus passos.

 

Quero o meu suor correndo pela pele do teu desejo.

Quero meu desejo esquentando tua pele.

Quero teu suor abrandando meu querer.

 

Quero que faças de meus cuidados e carinhos uma carruagem

Na qual passeiem tuas preocupações e carências.

 

Deixa eu te amar, te mimar, como deve ser.

Steller de Paula

12 de outubro de 2011

Mesmo na ausência

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 1:32

No fim do dia, mesmo separados pela distância e aproximados apenas pela tela do computador, você é meu abraço, meu carinho, meu refúgio. É nas suas palavras que deito e descanso.

O dia nasceu transpirando beleza! A cidade possui o sol, possui o céu, possui o mar. Eu possuo a lembrança do teu beijo adoçando minha manhã.

Um beijo teu; miha pele, Sol em explosões de calor.

Diante da beleza do mar, do céu, da Baía de Guanabara, me falta a companhia dos teus olhos. A névoa que agora envolve o Pão de Açucar, eu sinto, traz seu cheiro.

 

Steller

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