Escritos Esparsos

30 de junho de 2010

Que os meus olhos aprendam a ver.

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A Poesia em Cada Coisa

Não, a poesia não está guardada nas palavras.

A poesia está nas coisas, nos fatos, nos atos –

Alguns bem clichês:

Está na Lua cheia e na minguante

Está no alvorecer e no crepúsculo

Está no sorriso de uma criança

No passo de dança de um idoso

Está no cheiro que fica quando ela passa saída do banho

No modo como ajeita o cabelo.

A poesia está aí

Nas superfícies e nas profundidades

Nas relevâncias e nas insignificâncias

Está na música que a vida toca

No som de cada existência

Está nos olhos de quem vê

Nos olhos que quem tem olhos para ver.

Steller de Paula

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29 de junho de 2010

Eu que pensava que seria fácil…

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Crescendo

 

Estradas perigosas

Trilhas escabrosas

Despenhadeiros íngremes

Abismos infindáveis

Caminhos árduos.

Quando criança, não me disseram

Que era tão difícil se chegar a algum lugar.

Steller de Paula

28 de junho de 2010

Sobre a Inveja

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 1:03
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Por esses dias andei pensando sobre a Inveja. Sempre achei engraçadas aquelas frases típicas de pára-choque de caminhão: “A força da sua inveja é a velocidade do meu sucesso.” Frase tão repetida que faz com que paremos de refletir sobre o seu significado, ou sobre o que levaria uma pessoa a escrevê-la numa parede, num pára-choque, quase como um escudo contra o mau-olhado.

Nunca perdi muito tempo com a Inveja, nem minha, nem dos outros. Sempre gostei muito de mim para ter inveja dos outros, para ficar triste com o sucesso dos outros. Prefiro lembrar a frase de Oscar Wilde: “A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.”

Eu prefiro que os outros me invejem a ser medíocre. E nunca fiz questão de ser popular à custa da minha personalidade, da minha honestidade.

Também nunca achei que a inveja alheia pudesse me prejudicar. Sempre achei que era imune a isso. Mas, por esses dias, andei refletindo e comecei a repensar o assunto.

Talvez eu não esteja imune à inveja que os outros sentem. Talvez ninguém esteja. Porque a inveja na maioria das vezes não vem sozinha, traz consigo a maldade. Vejam o que o dicionário Aurélio diz sobre a inveja:

Inveja: s. f.,
1. Desgosto ou pesar pela felicidade de outrem.
2. Desejo violento de possuir o bem alheio.
3. Emulação, cobiça.

Diante disso, é fácil perceber que dificilmente a inveja vem desacompanha. O invejoso é, ou torna-se, por causa da inveja, uma pessoa má. Uma pessoa que quer o mal daquele que inveja, uma pessoa que perde o seu tempo não tentando melhorar para conseguir o que almeja, mas desejando e agindo para que outro perca aquilo que conquistou.

Não consigo entender a capacidade que o ser humano tem para a maldade. Para grandes maldades, mas para maldades pequenas do dia a dia, maldades motivadas pela inveja e pelo despeito. Não consigo conceber que uma pessoa, por inveja, procure desvalorizar outra pessoa, levante falso, aja pelas costas, no anonimato, na covardia. Não consigo conceber que alguém, corroído pela inveja, tenha satisfação em ver outra pessoa triste, derrotada, perdendo o que conquistou. Não entendo como a tristeza alheia possa trazer felicidade a alguém. Traz? Não traz. É uma satisfação enganadora, que vai amargurando o invejoso por dentro.

Claro, eu também sinto “inveja”. Já disse várias vezes “Cara, te invejo.” para amigos meus. Mas não é a Inveja definida pelo Aurélio, não é a cobiça, o desgosto pelo sucesso da pessoa. Não. É aquela inveja acompanhada de felicidade, de satisfação pela conquista do amigo. Já “invejei” pessoas desconhecidas também, mas não dessa inveja maldosa, de desejar o mal, de desejar a perca. Era aquela inveja de querer ter o mesmo, de almejar o mesmo. Para eu ter, não é preciso que a outra pessoa não tenha, ou perca. E se só houver possibilidade de um de nós termos, porra, que vença o melhor! E se eu perder que eu tenha humildade para reconhecer a derrota e força para procurar novos objetivos. Acho que é isso que alguns chamam de “inveja boa”.

E não me vejo cercado de inveja boa. Me vejo cercado de pessoas maldosas. Pessoas invejosas na pior acepção do termo.

Continuo tentando entender… Não entendo o invejoso, o maldoso. Reconheço que existam, e são muitos, mas não os entendo.

Sei que, como disse Balzac, “É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja.” Mas não entendo. Me recuso a entender.

Steller de Paula

26 de junho de 2010

Meu prisioneiro

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 21:20
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Meu prisioneiro

Meu corpo

me

aprisiona

Enquanto minha alma dança.

Tenho muito me concentrado

No que é meu conhecido.

Imperioso deixar o outro lado agir,

O raio rasgar o céu.

Há um eu que me assusta,

Desconhecido,

Imprevisível.

Urge deixar o imprevisível agir.

Estou cansado.

Hei de fugir para o que me assusta em mim.

Steller de Paula

Olá, mundo!

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 20:30

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