Escritos Esparsos

28 de dezembro de 2011

Conversa Antiga

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 4:50

*Trecho de uma conversa de outra vida que encontrei salva no computador. Algumas coisas, felizmente, permanecem as mesmas. Outras, felizmente, não!

steller diz:

eu tenho dificuldade em achar alguém que preencha os critérios que elenco

Fulana@hotmail.com diz:

e quais são eles?

steller diz:

bonita

tem que ser bonita

mas só beleza não basta

tem que ser uma pessoa divertida

steller diz:

com quem eu goste muito de estar, fazendo qualquer coisa ou fazendo nada

tem que ser uma pessoa que goste de arte em geral, música, cinema, teatro, pintura…

inteligente, pois

steller diz:

que seja antenada, que saiba conversar

conversar besteira, conversar coisas intelectualmente estimulantes

tem que saber rir de si mesma

steller diz:

tem que ser sexy e boa de cama

steller diz:

uma pessoa que quando não esteja próxima, deixe a impressão em mim de que as coisas não se realizaram por completo, se eu não dividir com ela

mas, por outro lado, que mesmo ausente deixe uma forte presença em mim

que faz com que a ausência seja suportável

steller diz:

como vês, não é fácil

Fulana@hotmail.com diz:

é.

esse cargo aí, é difícil, viu.

steller diz:

é, sim

Fulana@hotmail.com diz:

é, Teté ( já tenho intimidade de chamá-lo assim)

eu acho que não me enquadro nesse padrão.

Fulana@hotmail.com diz:

Sou bonita, mas nem tanto

Sou inteligente, mas não a melhor.

Sou comunicativa, mas às vezes falo muita merda, inclusive, dou mancadas com meus comentários ( rsrss)

Sou sexy, mas não sei se sou boa de cama

As vezes, converso mais coisas sérias do que besteiras

steller diz:

Fulana, pessoas perfeitas, esses estereótipos que construímos, só existem como utopia nossa. O amor é retardado, graças a deus, pois torna os defeitos da pessoa amada suportáveis.

Fulana@hotmail.com diz:

hum, falou e disse.

steller diz:

não busco uma pessoa perfeita, alguém que me complete ou que seja meu oposto. Busco alguém que me faça bem, que me faça querer ser melhor. Que me faça rir. Que me faça ter tesão, em todos os sentidos. Tesão por ela, pela vida, pelo convívio, que nem sempre é fácil.

steller diz:

se tiver todas aquelas qualidades, ótimo

Fulana@hotmail.com diz:

é.

Fulana@hotmail.com diz:

também acho.

steller diz:

se tiver algumas, mas (clichê) fizer meu olho brilhar, meu pelo arrepiar e me fizer me sentir meio tolo as vezes

steller diz:

está ótimo tb

Fulana@hotmail.com diz:

qual é o seu pior defeito e sua melhor qualidade?

steller diz:

pior defeito…

steller diz:

pensava que era o orgulho, mas tenho me tornado menos orgulhoso e tenho encontrado pessoas mais orgulhosas do que o que eu pensava que era

Fulana@hotmail.com diz:

kkkkkkkkkkk

steller diz:

acho que, para o convívio, é a capacidade (talvez a necessidade) de me fechar às vezes

steller diz:

acho que um jeito meio turrão

steller diz:

um tanto duro, embora maleável

Fulana@hotmail.com diz:

hum

steller diz:

timidez é um grande defeito meu, tb

Fulana@hotmail.com diz:

hum

steller diz:

mais pra mim, que pros outros

Fulana@hotmail.com diz:

 e a melhor qualidade?

steller diz:

pro convívio, eu luto, eu insisto, eu mudo, eu tento aprender e melhorar

me fecho, mas sou fácil de abrir

steller diz:

pra mim, minha inteligência

hehehehe

Fulana@hotmail.com diz:

rsrrsrs.

steller diz:

ah, algumas pessoas me acham convencido demais e se ofendem com isso

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27 de dezembro de 2011

E o que eu quero da vida em 2012?

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 2:23

Mais um ano terminando, e eu chegando perto dos meus 29 vividos (com carinha de 24, segundo a impressão geral – ainda bem!). Há exatos 360 dias eu estava exatamente aqui, neste mesmo quarto, deitado escrevendo o texto de fim de 2010. Mas muita coisa mudou.

“Tudo o que muda a vida, vem quieto no escuro sem preparos de avisar.”, disse Riobaldo no livro Grande Sertão: Veredas. E assim é. Em 2010 foram plantadas as sementes do muito que colhi em 2011. A vida vai se tecendo diante dos nossos olhos, umas coisas segundo planejamos, outras ao acaso, ao sabor da sorte ou falta dela. Mas por mais que tentemos, não podemos controlar o que a vida faz com a gente. Isso assusta, mas instiga. E exige da gente atenção e distração em medidas equilibradas. Atenção para tentar prever os percalços e evitá-los, para conter os estragos do que não puder ser evitado, para manter algum tipo de rédea nas mãos. Distração para que o dia a dia seja leve, seja riso, seja surpreendente, para que a rotina não canse mais que o suportável, para que cada manhã e cada acordar tenham gosto de vida.

26 de novembro (surpresa!), 19 de dezembro (intenção!), 23 de dezembro de 2010 (realização). Datas que fizeram meu 2011 mais leve, mais alegre, mais intenso, mais cheio de vida. Um beijo que era cheiro, era pele, era doce. Um beijo que seria aprendizado, paciência, encontros e desencontros, risos e lágrimas. Um beijo que era futuro e eu não sabia. Um beijo que é presente.

2011 trouxe pessoas que me marcaram, que despertaram em mim uma série de bons sentimentos, desejo, carinho, amizade, afeição. Muitas vezes misturados.

2011 foi um ano cansativo, de muito, muito trabalho, cobrança, pressão. 66 aulas por semana, 80 horas de trabalho semanais, noites, muitas noites mal dormidas, fins de semana trabalhando, alguns atrasos. Mas acho que, no fim, valeu a pena. Foi um trabalho bem feito, com muito a melhorar, ainda e sempre, mas foi um trabalho bem feito. E sei que muitos alunos vão me deixar orgulhosos quando, finalmente, todo o processo do ENEM terminar. Orgulhoso por eles, pelo que eles cresceram, amadureceram e sacrificaram; orgulhoso pelo que vão conquistar.

Em 2011 novas portas se abriram, caminhos foram preparados no escuro e só agora vão se mostrando, novos desafios, novas pessoas, espero que mais aprendizado, mais amigos, mais realização.

E o que eu quero em 2012?

Quero continuar com essa satisfação de acordar diariamente, com essa vontade de amar, de ajudar, de fazer bem as pessoas, de conhecer pessoas, fazer parte da vida delas de forma positiva.

Quero cultivar novos desafios, enfrentá-los com dignidade, vencê-los. Seguir traçando um caminho que, embora eu não saiba onde vai dar, seja um bom caminho, uma travessia gostosa, alegre na maior parte dos dias. A gente não sabe, não tem como saber onde vai chegar, se vai chegar. A gente tenta, planeja, constrói, mas talvez o mais importante seja o “como” a gente chega. Eu espero não errar muito, saber reconhecer meus erros, aprender com eles, corrigi-los. Eu espero me divertir no caminho.

Eu quero que o ano que desponta melhor que este que vai já ficando na lembrança, nas marcas na pele, por melhor que 2011 tenha sido.

Para muita gente, o fim de ano representa uma segunda chance. Para mim, algumas vezes foi. Não dessa vez. 2012 é o momento de continuar. Continuar crescendo, amando, estando presente, continuar acertando mais do que errando. Continuar sendo feliz e fazendo valer a pena.

Quero que 2012 não leve pra longe de mim ninguém que eu amo, que me faz bem. Que seja um ano tão bom para meus familiares e amigos como espero que seja pra mim. Quero todos perto de mim, na distância de um sorriso, de um abraço.

E repetindo o que disse ano passado:

O que eu quero da vida em 2012? Eu quero sorte, eu quero oportunidades.

Mas que ela saiba que, não me dando, eu tenho força e apoio para mudar minha sorte e criar minhas oportunidades.

E a todos que amo, de um jeito ou de outro, eu desejo, tanto quanto desejo para mim, sorrisos e alegria, beleza e poesia, sorte e oportunidades. E desejo força; força para vencer o medo, a dor, a tristeza; força para aproveitar as oportunidades; força para mudar a sorte, se preciso for.

E você? O que espera da vida em 2012?

Steller de Paula

23 de dezembro de 2011

O Amor?

Filed under: Não categorizado — stellerdepaula @ 2:20

Fotografia de Tim Jarosz

O amor é um professor que ensina com doçura, é um aluno que aprende com entusiasmo.

O amor se esconde na surpresa, no inesperado, mas se mostra, cotidianamente, no que é esperado, no gesto banal.

O amor é carente de ciúmes. Ele precisa se saber querido.

O não ter ciúmes beira a indiferença. A indiferença aniquila o amor.

O amor pergunta, insiste, quer saber quem ligou, por que ligou.

O amor é chato, é mimado, impacienta.

Mas antes o interrogatório do amor ao conformismo da indiferença.

A indiferença confia cegamente. O amor desconfia confiando.

Steller de Paula

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